Materiais evoluíram e ganharam novas tecnologias; escolha adequada depende de uso, clima, manutenção e conforto esperado
A definição entre piso vinílico ou laminado voltou ao centro das discussões em obras e reformas no Brasil em 2025. A popularização das retrofitagens residenciais, o aumento das construções compactas e a busca por materiais de instalação rápida e manutenção simples ampliaram o interesse pelos dois revestimentos. Embora ambos estejam entre os preferidos dos brasileiros, especialistas reforçam que a escolha deve considerar onde o piso será aplicado, o nível de uso, a umidade do ambiente e o impacto esperado em conforto térmico e acústico. As diferenças entre os materiais influenciam diretamente o desempenho e a durabilidade, especialmente em regiões quentes, úmidas ou em imóveis com maior circulação de pessoas.
Por que a escolha do piso ganhou importância
A decisão sobre o revestimento tem implicações que vão muito além da aparência. Em projetos atuais, o piso é considerado parte estratégica do conforto ambiental. Ele interfere na absorção sonora em apartamentos, na sensação térmica em regiões de clima variável e no tempo gasto com limpeza — um fator relevante em casas com rotina acelerada ou em imóveis locados. Também impacta o orçamento final, já que a instalação pode exigir preparação específica do contrapiso e cuidados pós-obra.
À medida que fabricantes investem em novas tecnologias para melhorar a resistência, expandem-se também as possibilidades de uso. Pisos laminados, antes limitados a áreas secas, já contam com modelos resistentes ao molhamento. Os vinílicos, por sua vez, ampliaram a variedade de padrões e formatos, reforçando o apelo estético.
O ponto de partida é sempre entender o tipo de uso que o ambiente vai ter”, explica Everton Padial, coordenador de Assistência Técnica da Durafloor. “O vinílico é uma ótima escolha para quem busca conforto e resistência à umidade, enquanto o laminado é ideal para quem quer durabilidade e aparência muito próxima da madeira natural.”
A orientação reforça uma tendência do setor: priorizar o desempenho conforme a rotina dos moradores, evitando escolhas baseadas apenas na estética.
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Piso vinílico: conforto, silêncio e resistência à umidade
O piso vinílico, feito de camadas de PVC, se consolidou como uma opção versátil para ambientes residenciais. Sua composição torna o material flexível, confortável ao toque e mais silencioso ao caminhar — vantagem importante em apartamentos, onde o ruído transmitido entre unidades é um ponto sensível.
Ele pode ser instalado em salas, quartos, corredores e cozinhas, além de lavabos e lavanderias, já que apresenta boa performance em ambientes com umidade. A resistência à água permite o uso em áreas onde o laminado tradicional não é indicado.
A limpeza cotidiana exige apenas pano úmido e detergente neutro, sem ceras ou produtos específicos. A instalação é rápida e pode ser clicada ou colada, conforme o modelo. Em muitos casos, o produto pode ser aplicado sobre pisos já existentes, desde que o contrapiso esteja nivelado — prática comum em reformas de curto prazo ou quando se busca minimizar entulho.
O vinílico é um piso de alta performance, que combina praticidade, conforto e estética. É perfeito para quem quer um ambiente acolhedor e fácil de cuidar”, acrescenta o especialista.
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Piso laminado: aparência de madeira, novas tecnologias e maior resistência
O laminado é composto por painéis HDF e recebe uma lâmina decorativa que reproduz com precisão o visual da madeira natural. Por isso, é um dos materiais mais usados em projetos que buscam sensação de acolhimento e elegância. A variedade de padrões permite harmonização com estilos contemporâneos, escandinavos e rústicos.
A resistência a impactos, riscos e desbotamento faz do laminado uma escolha sólida para áreas de grande circulação. Escritórios, salas e quartos estão entre os ambientes mais comuns. No entanto, o material passou por mudanças significativas nos últimos anos.
Modelos resistentes ao molhamento vêm sendo incorporados ao mercado, ampliando o uso do laminado em locais antes evitados. Tecnologias que protegem o núcleo de HDF contra umidade e reforçam as juntas permitem a aplicação em cozinhas, lavabos sem chuveiro e sacadas cobertas — desde que atendidos os critérios técnicos de instalação.
A incorporação de tecnologias que reforçam a resistência ao molhamento permite a ampliação do uso de alguns laminados em ambientes como cozinhas, lavabos sem chuveiro e sacadas cobertas”, explica Padial. “No mercado, é possível encontrar linhas criadas justamente para esse tipo de desafio, como os pisos laminados da linha Unique da Durafloor, que trazem essa proteção adicional e mantém o visual característico da madeira.”
Além disso, o laminado se destaca pela origem do material: o HDF costuma ser produzido a partir de madeira de reflorestamento, o que atrai consumidores preocupados com sustentabilidade. A instalação, normalmente clicada, permite obras rápidas sem uso de cola.
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Como comparar: desempenho, clima, manutenção e vida útil
Para escolher entre vinílico e laminado, é necessário observar quatro dimensões principais:
1. Uso do ambiente
- Ambientes úmidos: vinílico leva vantagem.
- Áreas secas e de circulação intensa: laminado tende a ser mais resistente.
- Espaços onde o silêncio é prioridade: vinílico reduz ruídos de impacto.
2. Clima da região
- Locais úmidos favorecem o vinílico.
- Regiões mais secas permitem maior uso de ambos os materiais.
3. Manutenção
- Vinílico aceita pano úmido sem restrições.
- Laminado deve evitar excesso de água, a menos que seja modelo resistente ao molhamento.
4. Durabilidade
- Ambos apresentam boa vida útil quando instalados conforme especificações.
- Modelos laminados com proteção avançada ampliam o desempenho em ambientes desafiadores.
O impacto no mercado e a busca por soluções mais sustentáveis
As mudanças no comportamento de consumo influenciaram o segmento de revestimentos. A procura por materiais de fácil instalação cresceu após a pandemia, quando o mercado de reformas acelerou. A valorização de imóveis compactos também impulsionou pisos que melhorem acústica e sensação térmica.
A preocupação ambiental ganha espaço, com consumidores avaliando origem da matéria-prima, políticas de reciclagem e certificações. O laminado, por usar madeira de reflorestamento, e o vinílico, por ter opções com menor emissão de compostos voláteis, passaram a competir por esse nicho de forma mais equilibrada.
Como evitar erros comuns na escolha
Entre os equívocos mais frequentes está optar pelo material sem avaliar o nível de umidade do local. Outro erro recorrente é instalar o piso diretamente sobre superfícies irregulares, o que causa deformações ao longo do tempo. Também é necessário respeitar folgas de dilatação, especialmente no laminado.
Observar a garantia oferecida pelo fabricante e a exigência de uso de mantas específicas ajuda a preservar o desempenho original.
A escolha final: estética somada à funcionalidade
“Cada piso tem seu papel — não existe um melhor que o outro, e sim o mais adequado a cada necessidade”, resume o porta-voz. “Por isso, é importante pensar na rotina dos moradores, no uso dos ambientes e nas sensações que se deseja criar. Assim, o piso passa a ser parte da experiência do espaço, e não apenas um acabamento.”
Mais do que uma decisão estética, selecionar entre vinílico e laminado representa um investimento em funcionalidade, conforto e durabilidade. Considerar as características climáticas da região, o estilo de vida dos moradores e as exigências específicas de cada cômodo é o caminho para garantir um resultado eficiente, bonito e alinhado às necessidades do dia a dia.











