A compra de um imóvel na Itália tem se tornado um sonho cada vez mais palpável para brasileiros. Seja pela oportunidade de investir em cidades históricas com alto potencial turístico, pela busca de uma vida mais tranquila em vilarejos charmosos ou por programas inovadores como “Casas por 1 euro”, o país continua atraindo olhares de quem deseja unir qualidade de vida, cultura e investimento. Recentemente, a cidade de Campofranco, na Sicília, anunciou a venda de casas por apenas 1 euro, com o objetivo de combater o esvaziamento populacional. A iniciativa gerou mais de 300 contatos de interessados, muitos deles brasileiros, segundo informações divulgadas pelo município em 2025.
Para Camila Malucelli, CEO da Ferrara Cidadania Italiana, adquirir um imóvel na Itália vai muito além de uma simples transação financeira.
Comprar um imóvel na Itália vai muito além de adquirir uma casa: é a chance de viver a cultura italiana de forma autêntica, fazer parte de comunidades acolhedoras e, muitas vezes, concretizar o sonho de ter uma residência em um país repleto de história e qualidade de vida. Mas, para isso é importante entender as regras locais e estar atento à documentação, tendo sempre o suporte adequado o processo se torna muito mais seguro e prazeroso”, destaca.
No entanto, o processo exige planejamento cuidadoso para evitar armadilhas e garantir que o investimento seja bem-sucedido. Com base nas orientações de especialistas e nas tendências do mercado imobiliário italiano em 2025, este artigo traz cinco dicas essenciais para quem deseja comprar um imóvel na Itália.
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1. Defina o objetivo do investimento
O primeiro passo para comprar um imóvel na Itália é ter clareza sobre o propósito da aquisição. Você busca uma casa para passar temporadas de férias, um imóvel para alugar a turistas ou estudantes, ou talvez uma residência permanente? Cada objetivo influencia diretamente a escolha do tipo de imóvel e da região ideal.
Por exemplo, se a intenção é alugar para turistas, cidades como Roma, Florença ou a Costa Amalfitana são escolhas populares devido ao grande fluxo de visitantes. Já para aluguéis voltados a estudantes, Bolonha, sede de uma das universidades mais antigas do mundo, pode ser uma excelente opção. Para quem sonha com uma vida tranquila, vilarejos na Toscana ou na Úmbria oferecem imóveis a preços mais acessíveis e uma conexão única com a cultura local.
Definir o objetivo ajuda a filtrar opções e evita investimentos desalinhados com suas expectativas. Além disso, um planejamento claro reduz o risco de prejuízos financeiros e perda de tempo, permitindo que você foque em propriedades que atendam às suas necessidades específicas.
2. Escolha bem a localização
A Itália é um país de contrastes, com regiões que variam de metrópoles vibrantes a vilarejos quase intocados pelo tempo. Cada área tem características únicas, e a escolha da localização é um dos fatores mais importantes no processo de compra. Em 2025, o mercado imobiliário italiano continua diversificado, com preços que variam significativamente entre as regiões.
Cidades como Milão e Veneza oferecem imóveis sofisticados, mas com valores elevados devido à alta demanda. Por outro lado, regiões menos exploradas, como a Calábria, a Sicília ou a Puglia, têm preços mais acessíveis e um charme rústico que atrai investidores em busca de oportunidades únicas. Programas como “Casas por 1 euro” são comuns em vilarejos dessas regiões, onde o objetivo é revitalizar comunidades afetadas pela migração populacional.
Antes de decidir, pesquise as particularidades de cada localidade: infraestrutura, acesso a serviços, proximidade de aeroportos e potencial de valorização. Visitar a região, se possível, ou consultar especialistas locais pode ajudar a tomar uma decisão mais assertiva. Ferramentas como portais imobiliários italianos (por exemplo, Idealista.it ou Immobiliare.it) oferecem dados atualizados sobre preços e tendências, sendo ótimos pontos de partida.

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3. Considere a necessidade de reformas
Muitas das casas oferecidas por 1 euro, como as de Campofranco, na Sicília, exigem reformas significativas. Esses imóveis, frequentemente centenários, podem apresentar problemas estruturais, falta de modernização ou necessidade de adaptações para atender às normas atuais. No entanto, para muitos compradores, reformar um imóvel histórico é parte do encanto.
Antes de investir, é fundamental avaliar o custo das reformas e incluir esse valor no orçamento. Contratar um arquiteto ou engenheiro local para inspecionar a propriedade é uma prática recomendada, pois ajuda a identificar possíveis problemas e estimar os gastos. Além disso, reformas em imóveis históricos podem exigir autorizações específicas das autoridades italianas, especialmente em áreas tombadas pelo patrimônio.
Por outro lado, reformar pode ser uma oportunidade de personalizar a casa e aumentar seu valor de mercado. Imóveis restaurados em vilarejos turísticos, como os da Toscana, frequentemente atraem compradores ou turistas em busca de experiências autênticas, o que pode gerar retorno financeiro no longo prazo.
4. Explore os leilões judiciais
Além dos programas de “Casas por 1 euro”, os leilões judiciais são uma alternativa interessante para quem busca imóveis com preços até 30% abaixo do valor de mercado. Esses leilões, comuns na Itália, envolvem propriedades confiscadas ou vendidas para quitar dívidas, e podem incluir desde apartamentos urbanos até casas rurais.
No entanto, participar de leilões exige cautela. É essencial verificar a idoneidade do processo, checar a documentação do imóvel e entender as condições de pagamento. Consultar um advogado especializado em direito imobiliário italiano pode evitar surpresas, como dívidas pendentes associadas à propriedade. Sites como Astegiudiziarie.it fornecem informações detalhadas sobre leilões em andamento, sendo uma fonte confiável para começar a pesquisa.
Essa estratégia é especialmente atraente para investidores experientes, que podem encontrar oportunidades únicas em regiões de alto potencial, como a Puglia, onde o turismo rural tem crescido significativamente em 2025.
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5. Planeje o longo prazo
Comprar um imóvel na Itália é um investimento que exige visão de longo prazo. Manter a propriedade por pelo menos cinco anos pode ajudar a evitar impostos adicionais, como o imposto sobre ganhos de capital, que incide sobre vendas realizadas em menos tempo. Além disso, o mercado imobiliário italiano, especialmente em pequenas cidades, tende a se valorizar gradualmente, recompensando quem tem paciência.
Outro aspecto importante é entender o ritmo das pequenas cidades italianas. Diferentemente das grandes metrópoles, vilarejos como os da Sicília ou da Úmbria têm uma dinâmica mais lenta, com processos burocráticos que podem demandar tempo. Planejar a compra com antecedência e contar com o suporte de profissionais, como consultores imobiliários ou empresas especializadas em cidadania e investimentos, como a Ferrara Cidadania Italiana, facilita o processo e garante maior segurança.
Conclusão: Um investimento que vai além do financeiro
Comprar um imóvel na Itália é mais do que uma transação financeira; é uma oportunidade de se conectar com a história, a cultura e o estilo de vida de um dos países mais fascinantes do mundo. Com planejamento cuidadoso, pesquisa detalhada e o suporte certo, o sonho de ter uma casa italiana pode se tornar realidade sem grandes complicações.
As cinco dicas apresentadas neste artigo – definir o objetivo, escolher a localização, avaliar reformas, considerar leilões e planejar o longo prazo – são um guia sólido para brasileiros que desejam investir no mercado imobiliário italiano em 2025. Ao seguir essas orientações, você estará mais preparado para tomar decisões assertivas e aproveitar ao máximo as oportunidades que a Itália tem a oferecer.
Se você está considerando dar esse passo, comece pesquisando as regiões de seu interesse e busque o apoio de profissionais qualificados. A Itália está de portas abertas, pronta para receber aqueles que desejam fazer parte de sua história.











